quinta-feira, 15 de outubro de 2009

18 de agosto

Deitei na cama, estava sem sono, para variar. Eu sabia que precisava dormir. Era uma noite perfeita. Eu desejaria ter uma câmera, uma boa ao menos, para gravar a luz da lua que entrava pela janela, cruzava a cortina e fazia formas abstratas na parede branca. Eu gravaria o som da chuva que tocava suave, cada parte da cidade, agora adormecida. É claro que nunca seria perfeito, como é agora. Seria impossível gravar o ar frio tocando minha pele, mas ainda assim completamente agradável. Não sei descrever. Era uma sensação unica, uma sensação de completa paz. A noite estava totalmente silenciosa. Sem nenhum dos sons que eu costumava ouvir. Cachorros, carros, vozes... Nenhum desses sons estavam ali. Começo a imaginar quais as melhores palavras para descrever esse momento.
Ouvindo com mais atenção agora, posso escutar passos na rua molhada. Pergunto-me o que alguém faria na rua às 3 da manhã de uma terça-feira chuvosa. Não, não faço idéia.
O sono surge de repente, mas decido ignorá-lo. Minha mente está cheia demais, envolvida demais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário