Deitei na cama, estava sem sono, para variar. Eu sabia que precisava dormir. Era uma noite perfeita. Eu desejaria ter uma câmera, uma boa ao menos, para gravar a luz da lua que entrava pela janela, cruzava a cortina e fazia formas abstratas na parede branca. Eu gravaria o som da chuva que tocava suave, cada parte da cidade, agora adormecida. É claro que nunca seria perfeito, como é agora. Seria impossível gravar o ar frio tocando minha pele, mas ainda assim completamente agradável. Não sei descrever. Era uma sensação unica, uma sensação de completa paz. A noite estava totalmente silenciosa. Sem nenhum dos sons que eu costumava ouvir. Cachorros, carros, vozes... Nenhum desses sons estavam ali. Começo a imaginar quais as melhores palavras para descrever esse momento.
Ouvindo com mais atenção agora, posso escutar passos na rua molhada. Pergunto-me o que alguém faria na rua às 3 da manhã de uma terça-feira chuvosa. Não, não faço idéia.
O sono surge de repente, mas decido ignorá-lo. Minha mente está cheia demais, envolvida demais.
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